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R.S. Degan

R.S. Degan

Luzes e mais luzes

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

A visão de Londres ao final do entardecer deixou Jason extasiado, os 17 euros para o passaporte do London Eye valeram apena ser gasto, no topo do giro pode ver as luzes da velha cidade aos poucos se acendendo e o movimento acelerado ia se acalmando pela chegada do fim de mais um dia. Era uma Quinta e Jason havia chego do Brasil há menos de tres dias e hoje era a primeira vez que teve tempo de vir até o London Eye, passou os últimos quatro dois no quarto do hotel Sanctuary house na rua Tothill , procurando algumas atrações na internet e montando seu roteiro de visitas turísticas, saia poucas vezes para andar pelas ruas e fumar um cigarro e sempre que despercebido andando pelas belas ruas, seus olhos se voltavam para o outro lado do rio Thames para o London Eye, a maior roda gigante do mundo, Jason havia prometido a si mesmo que ao menos um dia ele iria até lá.
Da altura que Jason estava, conseguia ver o Hotel em que se hospedava e o que mais lhe
impressionou foi ver também a organização da cidade, era impressionante a urbanização de Londres, como se tivesse sido planejado cada detalhe, o espaçamento das casas e edifícios, os parques e as belas pontes que cortavam o Thames.
Então depois de apreciar os altos detalhes da cidade, as luzes começaram a ofuscar sua retina parcialmente e Jason se perdeu em pensamentos, lembrou das pessoas no Brasil e lembrou do motivo de estar ali.

Espairecer, viver, tentar esquecer...
Ele sabia bem que esquecer não seria nada fácil, talvez impossível, mas precisava de novas
aventuras e algo para ocupar sua mente e era
exatamente o que ele não estava fazendo se mantendo no quarto do Hotel, por vezes ele se via em completa tristeza deitado sobre a confortável cama. Jason fez uma careta se culpando, afinal estava em Londres, ficar triste pensando nos problemas no Brasil e aquela beleza, aquela cidade que sempre sonhou em visitar estava bem
ali na sua frente e como se um jato de animo tivesse passado por ele começou a refazer sua rota turista, olhou para o Big Ben e decidiu que ao descer dali iria tirar algumas fotos naquele lugar, olhou para o Westminster milenniun Pier e os barcos que passavam pelo rio e prometeu que iria andar em um deles amanha pela manha e iria passar a tarde no St James Park que era relativamente próximo ao hotel.
Era tantas as opções e Jason via infinitas possibilidades, sem controlar seus lábios, sorriu,
London Eye tinha salvado sua viajem.
Saindo da Roda Gigante, decidiu que iria atravessar a ponte Westminster a pé em direção do Big Ben, apreciar, dessa vez com outros olhos a beleza que o cercava, porem antes de começar a atravessar a gigantesca ponte uma chuva repentina começou, cada gota era como uma pedra de gelo, Jason nunca tinha sentido tanto frio em chuva, e assim que viu um dos taxis amarelo deu com a mão.
- Hail! Sanctuary house hotel in Tothill street please?
- Its okay sir – disse o motorista do taxi sorrindo ao perceber que Jason era um estrangeiro.
Jason se jogou no banco de trás de carro frustrado, a chuva tinha acabado completamente com seus planos, a única coisa que restou era voltar ao hotel, mas assim que tomasse um banho quente, iria parar em algum bar e com sorte, conhecer alguém.

Entrou correndo no hotel e pendurou sobretudo no cabide da recepção, descendo as escadas com uma certa pressa um homem vinha carregando algumas malas e fazendo bastante barulho pela agitação, tinha a expressão preocupada e vinha resmungando algumas coisas e Jason teve a impressão de ter ouvido o rapaz dizer: merda do caralho.
Estranhou ouvir alguma palavra em português, pois nesses 3 últimos dias, apenas ouvia o idioma pela sua voz falando com espelho. Olhou o homem e pensou em puxar algum assunto, mas o rapaz estava apressado de mais e Jason não viu sentido em puxar assunto com o homem apressado.
- Good night gatinha! - se virou para a recepcionista do hotel e a cumprimentou normalmente sem aparentar ter dito algo diferente do comum.
Ela apenas sorriu e retribuiu o comprimento, Jason realmente admirava a menina e por vezes fazia algum elogio em português, mas ainda não tinha parado para conversar com ela, talvez faria isso amanha, agora ele só queria tomar um banho.

Subiu para seu apartamento e assim que pegou as chaves da porta ouviu uma musica alta, reconheceu o ritmo dos Beatles soando pelo corredor, na noite anterior ele também teve a impressão de ouvir ‘get back’, mas não deu tanta atenção, afinal estava em Londres.
Colocou a chave na porta e parou surpreso ao ouvir uma musica do Los Hermanos, ‘cara estranho’ que tinha começado ao findar a canção dos Beatles, andou para porta a frente do seu visinho tentando ouvir melhor, era dali, de frente ao seu quarto tinha mais um brasileiro, ou algum fã de musica brasileira.
Entrou em seu apartamento deixando a musica de lado, caminhou em direção ao banheiro tirando a roupa e o óculos, se enfiou de baixo da água quente do chuveiro e relaxou, com um animo que ainda não tivera desde que aterrissou em Londres.
Jason tremia ao sair do Box do banheiro, o chuveiro, apesar de estar na temperatura máxima, não era o suficiente para aquecer seu corpo, o frio de Londres era um tanto incomum para seu corpo acostumado com o clima Brasileiro.
Pegou a toalha e rapidamente começou a se secar, olhou para a lâmpada em um belo abajur no teto do banheiro, então um ponto prata passou por sua vista, e outro, logo vários pontos passaram por sua visão, mas Jason tinha certeza, não havia nada de errado com o banheiro e sim suas vistas.

Por vezes Jason via essas luzes passando por suas vistas, não era a primeira vez, mas o que preocupava ele é que esse evento estranho de luzes em sua vista, coincidentemente, aconteciam antes de alguma coisa muito impactante acontecer em sua vida, sempre mudando seus rumos, seus planos e as vezes, o prejudicando muito, essas luzes não apenas atrapalhavam sua visão por alguns segundos, como traziam também presságio do destino.
Terminou de se arrumar e observou frustrado a chuva lá fora, ligou a TV na MTV e subitamente teve a idéia de pegar algo para comer na cozinha do Hotel.
Colocou seu casaco e assim que abriu a porta do seu quarto viu o mesmo gesto sendo feito no quarto a sua frente, diante dele estava uma mulher, loira, cabelos compridos e lisos, vestia uma calça jeans clara e uma blusinha branca e o que mais chamou atenção de Jason foi os seios avantajados da mulher a sua frente, entre os óculos quadrados de armação vermelha ela observou Jason por alguns instantes antes de o cumprimentar.
- Hello – A mulher disse, virando as costas trancando a porta do quarto, e desceu as escadas do hotel.
Jason se envergonhou da cena, pois ficar estupefato com a linda mulher que estava no quarto a frente, obviamente ela reparou nisso, pensou Jason.
E descendo a passos lentos a escada que dava ao saguão do Hotel se lembrou de ter ouvido musica brasileira saindo daquele quarto, foi até a cozinha e pegou alguns pedaços de queijo e alguns pães, a comida nesse pais não era nada agradável, nada parecia ter sal e Jason estava começando a ficar enjoado daquilo.
Voltou para o quarto e se sentou próximo a porta, estava decidido, assim que a mulher voltasse ele iria perguntar a ela se era Brasileira.



Prólogo

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Jason não sabia ao certo como ele tinha chegado a esse lugar, mas nem era essa a preocupação dele no momento, estava de pé na sacada de uma casa de aspecto holandês, fitava o horizonte de um bosque cheio de flores e borboletas, o vendo tinha o aroma do mar, a brisa do campo e o clima do verão. Tudo estava perfeitamente em paz e harmonia.
Sentiu então o perfume das rosas, não entrando pela janela, mas sim por trás de si, deu as costas para a paisagem e de frente encarou uma linda mulher de cabelos cacheados do castanho claro, seus olhos grandes e um sorriso perfeito faziam um belo contraste com seu rosto arredondado, vestia um vestido vermelho e um colar com uma pedra pequena, sua pele era branca como a neve e seu corpo feminino era perfeitamente desenhado. Jason sentiu seus pés saírem do chão, mesmo estando fixados nele, suas pernas tremiam como bambu e um frio na barriga o fez gaguejar ao tentar dizer algumas palavras.
- É... en...tão.

Jason conhecia muito bem essa garota, sempre, sempre tremia ao ouvir sua voz e simplesmente voava com beijo de sua companheira, se sentia um sortudo pela simples companhia dela, a paz era incomparável, a segurança e o afeto era algo inexplicável, Jason nunca tinha sentido algo assim e a cada dia todos esses sentimentos parecia crescer dentro dele.
A garota sorriu ao ver o garoto boquiaberto, caminhou até ele em passos angelicais, em sua forma mais etérea, e com toda sua delicadeza o abraçou.
Jason nem reparou no sorriso que se desenhava em seus lábios quando sentiu o corpo da garota junta ao seu, era surreal a paz, era eterna e naquele momento nada parecia poder atingi-los.
- Eu te amo. – A garota disse em sua voz suave.
E Jason perdeu totalmente a noção de tempo e espaço, sua alma estava em perfeita paz não conseguia se mover, muito menos dizer algo e então fechou os olhos.

Quando seus olhos voltaram-se a abrir, como num flash tudo se perdeu, estava deitado sobre a cama em um quarto de hotel com as luzes apagadas e o barulho do frigobar se destacava no silencio da escuridão do apartamento. Assim que se deu conta de que voltara a realidade uma lagrima escorreu de seus olhos, não restara nada do que sentiu no sonho, apenas uma dor nas costas por dormir de mal jeito. Sentou-se na cama procurando com o pé o chinelo que ele sabia ter deixado por ali e tateando no escuro abriu a Janela do apartamento, olhou as luzes da cidades todas acesas na madrugada, não sentiu a brisa do campo, muito menos o aroma do mar apenas o clima frio da cidade de Londres e o único cheiro que ele conseguia distinguir era o cheiro do cigarro do vizinho do andar de baixo, havia algumas pessoas com seus casacos andando pelas ruas escuras da cidade, mas isso era o que menos lhe incomodava no momento.

Caminhou até o banheiro, acendeu a luz, abriu a torneira e lavou o rosto com a água gelada esperando que ela pudesse limpar seus pensamentos, então se olhou no espelho, seu cabelo preto bem curto e a barba mal feita não surpreenderam tanto quanto seus castanhos olhos tristes.
Se encarou por alguns momentos e baixou a cabeça, se viu do céu ao inferno em questões do segundos, Jason se sentia traído pelo seu próprio subconsciente, toda a luta para se manter distante da garota era prejudicada por mais um desses sonhos, o pior não era ter que se controlar para não ligar para garota no Brasil, o pior para ele era aguentar o sentimento de perda aflorado novamente por acabar de sentir toda a paz que um dia sentiu.
Bateu com uma das mão sobre a pia branca de mármore e com a outra cobriu os olhos esperando que dessa forma conseguisse segurar as lagrimas.
 

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